Dada a íntima necessidade que sentimos de amar e ser amados, compreende-se que uma convivência harmónica com os amigos seja plenamente gozada, porque:
A alegria partilhada por muitos é mais abundante em cada um, pois aquecem-se e
incendeiam-se uns aos outros (C.8,4).
Agostinho experimentou-o realmente na comunhão com os amigos:
Havia neles outros prazeres que me seduziam o coração: conversar, rir, prestar
obséquios com amabilidade uns aos outros, ler em comum livros deleitosos,
gracejar, louvar-se mutuamente, discordar de tempos a tempos, sem ódio, como cada
um consigo mesmo e por meio desta discórdia, raríssima, afirmar a contínua
harmonia, ensinar ou aprender reciprocamente qualquer coisa, ter saudades dos
ausentes e receber com alegria os recém-chegados. Estes e outros sinais, que
procedendo do coração dos que se amam e dos que pagam amor com amor,
manifestam-se no rosto, na língua, nos olhos e em mil gestos cheios de prazer,
como se fossem acendalhas, incendeiam os corações e, de muitos, se vem a formar
um só. (C.4,8).
1 comentários:
Parece que isto vai marchar arriba. Vou acompanhar a subida. Boas.
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