O mail que abri neste Domingo/25 levou-me a procurar um texto que escrevi em Outubro/09:
«2009-10-19.II
Pelas sete e meia da tarde ouço a mensagem a chegar ao telemóvel. Senti um arrepio. Já supunha donde vinha. S confirma que o problema do pai é complicado, mas com esperança. No Domingo à tarde tinha estado lá em casa e percebi a gravidade da doença.
Unidos a Deus pela Amizade que carimba as nossas vidas, peço-vos que rezem por ele.
Como respondo?
Com lágrimas, coisa rara de acontecer.
Com o jejum nesta noite.
Com o terço ao final do dia.»
Mais tarde encontrei um envelope, ainda por abrir, com algumas pagelas, uma das quais tem o seguinte texto, atribuído a SA:
«Se conhecesses o mistério imenso
Do céu onde agora vivo,
Este horizonte sem fim,
Esta luz que tudo reveste e penetra,
Não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
Na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor,
Uma enorme ternura
Que nem tu consegues imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo, pensa nesta casa
Onde um dia estaremos reunidos
Para além da morte, matando a sede na fonte
Inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!
SA»

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